terça-feira, 23 de setembro de 2008

DESEMPREGO





DESEMPREGO

O desemprego é um dos flagelos da sociedade em que vivemos.
Dada a minha actividade profissional, na área dos recursos humanos, constato muitas vezes o desespero em que as pessoas vivem.
A praga do desemprego arrasta consigo para um precipício sem fundo muitas famílias em Portugal.
Por vezes aparecem, na empresa onde trabalho, pessoas a pedir emprego. Sempre as atendo. Mesmo, não tendo disponibilidade na altura em que se vêm inscrever, marco outro dia para passarem, para com elas poder conversar e aferir da possibilidade de serem integradas numa das empresas do grupo, naquela fase ou noutra de maior labor.
Sempre tive por hábito, quando necessitamos de alguém, consultar as fichas de inscrição que temos em arquivo. Faço uma primeira triagem das pessoas que acho que estão mais aptas para ocupar o lugar em causa e, depois, paço à fase de entrevistas.
Esta é para mim a parte mais complicada, pois durante a entrevista há pessoas que contam a situação precária que estão a viver, a qual faz arrepiar qualquer ser humano.
A “ginástica” financeira que fazem para sobreviver, alimentar, vestir e dar formação aos filhos com os parcos subsídios que recebem é impressionante. Creio que chegam muitas vezes a passar fome.
Numa situação destas ainda se pode ir aguentando o barco, o pior é quando surge a doença. Os medicamentos são caros, e nestes casos, os governos deviam aquilatar das possibilidades de cada família e criar condições para que possam viver e tratar-se com o mínimo de dignidade.
Não sou daqueles que acha que o desemprego diminuiu, bem pelo contrário tem aumentado. Também acho que não é com subsídios atribuídos ao desempregado que se resolvem as situações. Acho sim que as empresas deviam ser apoiadas de forma a criar mais postos de trabalho, isentando-as de alguns impostos e reduzindo outros.
Talvez seja utópico da minha parte mas, acredito, que num futuro próximo tal possa acontecer e possamos viver numa sociedade mais justa em que os mais ricos possam continuar a ser ricos e a pobreza seja eliminada, caminhando assim para uma classe média maior.
Será que esta é uma visão utópica? Deixo a questão.
JC

9 comentários:

dona tela disse...

Aqui há gato!

Beijinhos.

Patti disse...

Infelizmente cada vez mais sabemos de casos de desemprego, bem perto de nós. É um amigo, o vizinho, o irmão. Nem imagino a agonia de pais desempregados, com filhos ainda em idade de estudar, com despesas fixas mensais, com compromissos bancários assumidos, com hipotecas por pagar.
O dinheiro deixa de vir, mas as despesas não param de aparecer.

É mesmo uma praga, como bem refere.
Um sufoco, sobreviver nessas condições.

BlueVelvet disse...

A este post respondo com um beijo e um abraço apertadinho.
A tua mulher não se importa:)))

Maria disse...

desculpe, mas acho mesmo que isto não vai melhorar. Antes pelo contrário. Mas fico feliz por saber que tem optimismo e esperança. Isso pelo menos já me dá algum alento. Bem-haja

BC disse...

Já tinha tentado vir aqui agradecer
a sua visita ao meu blogue, mas não consegui entrar não sei porquê,
hoje parece que a porta estava aberta.
Desemprego, que tema tão actual e tão inquietante especialmente para os nossos jovens.
Tenhamos esperança num amanhã mais radioso, e que seja breve.
Abraço

Giane disse...

Oi, JC.

Infelizmente no Brasil, a situação é bem semelhante a que ocorre em Portugal.
As pessoas que procuram emprego e mesmo recolocação no mercado de trabalho vem aumentando muito, embora o governo diga que houve aumento de postos com carteira assinada em muitas regiões do país.

Não acho sua visão utópica.
Ela é justa e humana.
Tomara que um dia possa deixar de ser uma visão e torne-se uma realidade. Ainda que demore muito.


Beijos mil!!!

titofarpas disse...

Já andamos tempo demais à espera que isto mude... não vejo jeitos!!!
Grande abraço

Vieira Calado disse...

Todos nós vivemos da utopia.
A maioria de nós aspira a uma sociedade justa, mas aos que têm o poder, isso não interessa.
Um forte abraço.

Espaço do João disse...

Realmente o estado do emprego não é pera dôce. No entanto também verifico que muitas pessoas querem emprego e,não querem trabalho. Eu tenho essa experiência , pois já algumas vezes abordei certas pessoas que eu sei que eram capazes de desempenhar outra função e, dizem não ser essa a sua especialidade. Eu fui daqueles que me agarrei a tudo o que era capaz de fazer e, nem por isso me cairam os parentes na lama.Certa ocasião apareceu-me um indivíduo a pedir-me trabalho.como não era trabalho específico respondeu-me que antes preferia o subsidio de emprego e, ainda me pediu para assinar como tinha estado comigo. Eu não assinei tal presença e ainda fui descomposto. Portanto há casos e casos. Um abraço e agradecido pela visita ao meu espaço.