
CRISE FINANCEIRA
Sei que a crise financeira nos afecta a todos, é uma crise global. Uns acham que esta crise tem origem no capitalismo desenfreado, porém, outros acham que ela, terá tido, o seu início há alguns anos, com a presença excessiva do Estado em alguns organismos.
Eis um artigo de João Pereira Coutinho, na revista “Única” do jornal Expresso do dia 25 do corrente mês.
A crise financeira actualmente em cena teve uma insofismável vantagem: distribuir diplomas de economia pela maioria dos plumitivos. Até José Saramago, no último “Expresso”, não hesitou em molhar a sopa no assunto, escrevendo um texto onde reclama vigorosamente a prisão (e o fuzilamento ?) dos capitalistas gananciosos.
Infelizmente, o mundo é ligeiramente mais complexo do que o ódio primitivo e a violência revolucionária que ainda espirram da cabeça de Saramago. Basta ler o notável artigo de Dennis Seweell para a revista “Spectator” para perceber porquê. A crise em curso é um produto directo da selvajaria neoliberal?
Sewell desmonta a falácia ao explicar como o problema nasceu, não da ausência do Estado – mas da presença insidiosa dele. Nas administrações Clinton ideias absurdas de “inclusão” social pressionaram a banca a alterar as suas regras de prudência na concessão de crédito para os mais pobres, e por definição os mais insolventes, pudessem ter casa. Segundo a ortodoxia da época, se negros e latinos tivessem habitação própria, isso diminuiria o crime, aumentaria a “perfomance” escolar dos filhos e criaria um maior sentido de comunidade. Entre 1994 e 1999, dois milhões de negros e latinos compraram o próprio ninho. Mas isso só foi possível porque o governo montou um subtil esquema de “avaliação” dos bancos, segundo o qual qualquer sombra de “descriminação” a minorias seria severamente punida, em tribunal ou na concessão de licenças várias. Os bancos, pressionados, limitaram-se a baixar as orelhas e a trilhar a corda bamba. Deu no que deu.
Fuzilar os capitalistas? Eu, se fosse Saramago, começava pelos políticos.
Sei que a crise financeira nos afecta a todos, é uma crise global. Uns acham que esta crise tem origem no capitalismo desenfreado, porém, outros acham que ela, terá tido, o seu início há alguns anos, com a presença excessiva do Estado em alguns organismos.
Eis um artigo de João Pereira Coutinho, na revista “Única” do jornal Expresso do dia 25 do corrente mês.
A crise financeira actualmente em cena teve uma insofismável vantagem: distribuir diplomas de economia pela maioria dos plumitivos. Até José Saramago, no último “Expresso”, não hesitou em molhar a sopa no assunto, escrevendo um texto onde reclama vigorosamente a prisão (e o fuzilamento ?) dos capitalistas gananciosos.
Infelizmente, o mundo é ligeiramente mais complexo do que o ódio primitivo e a violência revolucionária que ainda espirram da cabeça de Saramago. Basta ler o notável artigo de Dennis Seweell para a revista “Spectator” para perceber porquê. A crise em curso é um produto directo da selvajaria neoliberal?
Sewell desmonta a falácia ao explicar como o problema nasceu, não da ausência do Estado – mas da presença insidiosa dele. Nas administrações Clinton ideias absurdas de “inclusão” social pressionaram a banca a alterar as suas regras de prudência na concessão de crédito para os mais pobres, e por definição os mais insolventes, pudessem ter casa. Segundo a ortodoxia da época, se negros e latinos tivessem habitação própria, isso diminuiria o crime, aumentaria a “perfomance” escolar dos filhos e criaria um maior sentido de comunidade. Entre 1994 e 1999, dois milhões de negros e latinos compraram o próprio ninho. Mas isso só foi possível porque o governo montou um subtil esquema de “avaliação” dos bancos, segundo o qual qualquer sombra de “descriminação” a minorias seria severamente punida, em tribunal ou na concessão de licenças várias. Os bancos, pressionados, limitaram-se a baixar as orelhas e a trilhar a corda bamba. Deu no que deu.
Fuzilar os capitalistas? Eu, se fosse Saramago, começava pelos políticos.