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domingo, 5 de outubro de 2008

CRISE FINANCEIRA


CRISE FINANCEIRA

Será que há luz ao fundo do túnel?
As bolsas vivem dias de pânico à espera do plano Paulson
A crise chega em força à Europa, que estuda intervenção conjunta.
A situação agrava-se e faz novas vítimas no sistema financeiro.
A recessão nos EUA é praticamente inevitável. BCE já fala em cortar juros.
As famílias portuguesas têm 1/3 da riqueza exposta aos mercados.
É difícil, senão mesmo impossível prever a durabilidade e dimensão desta crise. Não há nenhum país que tenha passado imune. Numa economia global todos os Estados acabam por ser afectados.
Há vários indicadores que dizem que os EUA já estão em recessão. Se tal estiver a acontecer ou vier a acontecer vai naturalmente ter consequências em Portugal e na Europa, essencialmente através da redução de exportações e na procura de turismo.
No entanto, há analistas que acham que a crise que o sector financeiro atravessa é uma crise como outra qualquer, porque dizem, que como todas as que a precederam há-de passar e o futuro será construído pelos sobreviventes.
No entanto acho que os políticos podem desempenhar um papel importante no que diz respeito ao regresso da confiança e da estabilização do sector financeiro, condições fundamentais para que as empresas tenham acesso ao financiamento e assim poderem ter uma maior sustentabilidade para se modernizarem e manterem os postos de trabalho existentes, ou mesmo quem sabe, poderem aumentá-los.
Esperemos que a resolução dos problemas chegue rapidamente, uma vez que o prolongar da situação continuará a fragilizar as diversas economias mundiais.

JC